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Soberania de Deus

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05/02/2017
Orgulho
Por: ICPM

Texto básico (Mc 9.2-41). Texto central: “E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco. E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós”. Jesus disse mais aos discípulos: “... Qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a se mesmo humilha será exaltado” (Lc 9.49,50; 18.14).

 

Introdução: O dicionário define, entre outras coisas, orgulho como o excesso de amor próprio (egoísmo), soberba e arrogância. Parece ter havido dois motivos que feriram o orgulho dos discípulos quando repreenderam o homem que estava expulsando demônios no nome de Jesus (v.38). Talvez possamos pensar se os discípulos escolhidos pelo próprio Jesus poderiam ter esse tipo de sentimento. Mas isso é o que vemos e entendemos, quando lemos o texto básico da lição. Acompanhe atentamente e tire as suas próprias conclusões:

1º - Os discípulos discutiam qual deles era o maior: Quando Jesus desceu do monte da transfiguração, com Pedro, Tiago e João, reencontrou os outros discípulos e alguma coisa estranha estava acontecendo. Havia ao redor dos discípulos (que não subiram com Jesus ao monte) uma grande multidão e alguns escribas debatiam com eles (v.14). Jesus, que sabe tudo que acontece, queria ouvir à razão da discussão dos escribas com os seus discípulos (v.16). O estranho é que os discípulos não contaram para Jesus a razão da discussão. Porque será que eles se omitiram? Um homem do meio da multidão explicou a razão do tumulto. O motivo era que esse homem havia trazido o seu filho possesso por um demônio e pediu aos discípulos para expulsá-lo, mas eles não conseguiram (v.17,18). Os discípulos, porém, não tiveram a humildade de reconhecer a falta de capacidade para libertar o moço possesso e contar para Jesus sobre esse fracasso deles. Já que os discípulos não contaram, Jesus procurou saber dos escribas e um da multidão que, aliás, era a razão de toda a discussão, explicou a Jesus o motivo de todo aquele ajuntamento. Parece que o orgulho dos discípulos ficou ferido com a incapacidade de não conseguir expulsar o demônio do jovem possesso e, em razão disto, se calaram diante de Jesus. Mas, por quê? Marcos e Lucas explicam o porquê do silêncio dos discípulos: “Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinha disputado entre si qual era o maior. E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior” (v.34; Lc 9.46). Diante da incapacidade de expulsar o demônio que atormentava o jovem possesso, os discípulos começaram a discutir entre si, quem deles seria o maior ou o mais capaz. Isso é egoísmo, orgulho e é inadmissível aos olhos de Deus, que resiste aos soberbos e dá graça somente aos humildes (Tg 4.6).


2º - Os discípulos proíbem um homem de expulsar demônios em o nome de Jesus (v.38): Será por quê? Inferimo-nos do texto básico, como dissemos, ter havido orgulho por parte dos discípulos. Talvez pensassem: “se nós, sendo discípulos, não conseguimos expulsar o demônio, por que esse homem, que nem sequer segue conosco, conseguiria expulsá-lo em nome do Senhor?”. Jesus aproveitou o momento e deu uma lição de humildade aos discípulos: “... lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles, e tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome a mim me recebe; e qualquer que a mim me recebe, recebe não a mim, mas ao que me enviou” (v. 36,37). Nesta comparação com o menino, feita por Jesus, parece ter ficado claro que o Senhor viu nos discípulos esse espírito de superioridade, orgulho, inveja ou ciúme do homem que expulsava demônios em seu santo nome. Jesus, nesse caso, ensinou aos discípulos uma aula de tolerância, pois não é necessário ser do mesmo grupo para ser discípulo de Cristo. Divergências por simples diferenças ou razões secundárias, não devem causar intolerância entre as comunidades cristãs existentes.


Concluindo: No comentário da revista do aluno Expressão (adaptada de “O discipulado segundo Jesus” - James Montgomery Boice, Ed. Cultura Cristã, pág. 131), “Jesus é o ponto de referência para a tolerância e para o exclusivismo cristão. Não podemos ser intolerantes com o que é simplesmente diferente, do mesmo modo como não podemos tolerar o que distorce ou nega o Evangelho de Jesus, seja apresentado por alguém de dentro ou de fora da Igreja”. Eis aqui uma grande ironia: Os discípulos não conseguiram expulsar o espírito maligno. Deviam ter-se humilhado e se aproximado mais de Jesus, para aprenderem mais sobre Ele e sobre seu poder. Ao contrário disso, os encontramos discutindo sobre qual deles seria o maior e repreendendo outro discípulo por fazer o que eles não tinham conseguido fazer, apenas porque não pertencia ao grupo dos doze apóstolos. Não devemos, pois aceitar o pluralismo que nega a Verdade Universal, em defesa de verdades individuais, onde cada qual é tão válida quanto à outra. Devemos ser tolerantes, isto é, pacientes para com todos. Isto não significa estar concordando com tudo. A Bíblia diz que devemos ser pacientes com todos, examinar tudo, mas reter somente o bem (I Tes.5.14,21). “A morte de Jesus na cruz é o maior grito de exclusivismo dado por Deus”. Jesus não é uma das muitas verdades relativas, como quer o pluralismo: Ele é a Verdade, a única Verdade!










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