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Comportamento ante a perseguição
Por: ICPM

Texto Básico: (Mt 10.16-23). Texto central: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 10.22).

 

Introdução: Falar sobre perseguição, à primeira vista, parece ser um assunto do passado e pensamos logo nos sofrimento dos apóstolos e no sofrimento da igreja primitiva. Açoites, morte nas arenas e nas fogueiras vem a nossa lembrança e de fato os cristãos do primeiro século da era cristã sofreram tudo isso. Quem lê a Bíblia e a história da Igreja toma conhecimento de como Cristo foi rejeitado por sua nação, e como seus discípulos foram também, rejeitados pelo mundo. Na verdade a Igreja de Cristo sempre foi perseguida. A história da Igreja está tingida de sangue de mártires. A igreja Católica Romana se encarregou de perseguir, torturar e queimar os verdadeiros cristãos, durante quase todo o período de sua história. No tempo da inquisição, por exemplo, ela sempre teve a sua fogueira acesa, em cujas chamas foram consumidos os que não aceitaram as suas heresias. Nos meados do século passado, o bastão de perseguidor estava nas mãos dos ferozes comunistas. O que os crentes fiéis sofreram na Rússia, China e em outras partes do mundo comunista é algo indescritível. Nós que vivemos em um país de liberdade de culto não deixamos de ter nossas perseguições, embora diferentes, não nos moldes brutais, mas cívicos e zombeteiros. Vamos destacar as seguintes ideias do nosso texto básico:

 

1ª - “Como ovelhas para o meio de lobos” (v.16): Jesus deixou claro sobre a perseguição que o crente tem de enfrentar por amor a Ele. O mundo é como um lobo pronto a devorar as ovelhas do Sumo Pastor. A mesma desigualdade de força que há entre um lobo e uma ovelha há também entre o crente e o mundo que o cerca.

 

2ª - “Vos entregarão nos tribunais e vos açoitarão” (v.17): A promessa não é de um caminho cor-de-rosa. As palavras de Jesus jamais tiveram o promocional e demagógico convite que muitos pregadores fazem em nossos dias pelo rádio e televisão, de prosperidade, curas e autopromoção.

 

3ª - “Um irmão entregará a morte outro irmão, e o pai ao filho” (v.21): Esta é uma descrição da pior coisa que pode acontecer a um cristão. Ele não pode confiar nas pessoas do seu próprio sangue. Nos países comunistas esta profecia aconteceu plenamente, onde os laços de sangue foram postos de lado e destruídos pela fanática ideologia ateia.

 

4ª - “Sereis odiados por todos por causa do meu nome” (v.22): Não precisa ir muito longe para encontrar isto. Em muitos lugares de nosso país os crentes são odiados por serem crentes. Tudo porque não aceitam coisas que no mundo faz e não praticam o que no mundo pratica e nem vão aonde o mundo vai. O crente é odiado pela sua ética cristã, em defender a sua tradição de costumes sobre a decência, o pudor e a ordem. É verdade que tem adentrado à igreja, multidões de pessoas que se dizem cristãs, vivendo do jeito que se vive no mundo, justificando que não tem nada de errado tais práticas mundanas. Esses, obviamente, não são perseguidos, porque vivem do jeito que o mundo gosta. Mas, perguntamos: Será que são de fatos crentes, nascidos de novo pelo Espírito Santo? Aqueles crentes ortodoxos que defendem as Escrituras Sagradas, como regra de fé e prática, são ridicularizados por crerem na Bíblia, na criação do mundo e na salvação através de Jesus Cristo.

 

5ª - “Naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer” (v.19,20): A missão do crente é testemunhar de Cristo, e a promessa do Senhor é de que em qualquer circunstância o Espírito lhe concederá a palavra adequada para cumprir esta missão. Muitos, hoje, pregam diferentemente, ensinando que o Espírito a dá como uma “varinha mágica” para espantar o sofrimento. Isso não é verdade, pois o Espírito Santo dá a Palavra para testemunhar de Jesus, o que pode até custar à vida do discípulo de Cristo (At 1.8).

 

Dessas cinco ideias do texto básico podemos tirar as lições:

 

1ª - Devemos na perseguição resistir com firmeza na fé:  A mais estupenda arma do crente é a sua firmeza! Pedro escreveu que o diabo, nosso adversário, anda ao nosso redor, como leão, procurando devorar-nos, e para vencê-lo o apóstolo Pedro nos orienta: “Resisti-lhe, firmes na fé” (I Pe 5.9). Paulo, muito experimentado em perseguições, escreveu: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes...” (Ef 6.11). O soldado, para ser vitorioso precisa estar com toda a armadura, não faltando nenhuma peça. Precisa ser vigilante e estar firme em seu posto. Assim, deve ser o procedimento do crente, sempre com firmeza em sua fé. Esta é a melhor arma do crente num lar de pessoas indiferentes a Cristo. Assim deve agir o crente no seu trabalho, rodeado de companheiros incrédulos. Assim deve ser o comportamento do estudante na escola ou faculdade, onde professores e colegas zombam da Bíblia e dos seus ensinos. A nossa firmeza nos credencia a dar o testemunho e fará que muitos respeitem a nossa posição e ouçam a nossa palavra. A firmeza espiritual de um moço, por exemplo, impressiona muito as pessoas em qualquer lugar. Sob ameaças de açoites e prisão os apóstolos disseram: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Ninguém enfrenta perseguição se não estiver muito bem firmado na fé em Jesus Cristo.

 

2ª - Devemos usar a perseguição: Jesus sempre usou a perseguição para um fim proveitoso. Os crentes de Jerusalém, quando se levantou a perseguição contra eles, saíram levando por toda parte a mensagem do Evangelho (At 8.4). Nós também, podemos receber benefícios da perseguição pelas seguintes razões:

 

A) A perseguição nos leva a uma definição espiritual: Deus não se agrada dos que vivem coxeando entre dois pensamentos (I Re 18.21). A perseguição faz com que haja uma tomada de posição; os que estão “em cima do muro”, são obrigados a se definir. (Conta-se que dois policiais comunistas encontraram dois homens falando da fé deles em Jesus, coisa que era terminantemente proibido pelo regime comunista. Os policiais conversaram entre si dizendo: vamos ver quem é quem, e se de fatos são crentes de verdade. Então aproximaram das duas pessoas e lhes apontaram as armas e, em tom severo, perguntaram: Vocês são crentes? Se forem, então vão morrer! Um dos dois, temeroso, disse que não era crente e foi dispensado pelos policiais. O outro homem, embora muito assustado, assumiu que de fato era um cristão! Os dois policiais baixaram as armas e lhe deram as mãos e disseram: nós também somos crentes)! Uma igreja perseguida só tem crentes verdadeiros e sinceros, porque os que não são, desistem logo quando chega a perseguição (Mt 13.20,21). O sofrimento da perseguição é uma seletiva do povo de Deus. O sofrimento do povo de Israel no deserto teve a finalidade de purificar a nação escolhida para a sua missão no mundo.


B) A perseguição nos leva a uma união maior com Cristo: Quando olhamos a igreja cheia de crentes frios, ficamos a perguntar: Se a igreja estivesse sendo perseguida, ela estaria assim? Cremos que não. Nas horas fáceis, afrouxamos os laços que nos unem a Cristo e nos tornamos “amigos de longe”. Mas quando o fogo da perseguição começa a arder, então o nosso consolo é o apego mais íntimo com Jesus. Paulo diz que esta união, feita na hora da dor, é indestrutível, ao dizer: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será a perseguição, ou a angustia, ou a fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8.35). A perseverança do crente na perseguição não é para ser salvo, mas porque ele é salvo, pois do contrário, não conseguiria perseverar. Paulo escreveu da paciência do crente na tribulação, dizendo: “Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverante” (Rm 12.12). Na carta aos Hebreus lemos que a carreira cristã é difícil e, por essa razão, temos de corrê-la com perseverança, para que alcancemos o fim que nos foi proposto, suportando com paciência, todas as coisas, como fez Cristo, para nos salvar (Hb 12.1-3).

 

Finalmente: Nosso comportamento de verdadeiros cristão ante a perseguição, só acontece se estivermos olhando para o alvo que é Jesus. Enquanto Pedro olhava para Jesus vindo em sua direção, caminhando sobre o encapelado mar, conseguia caminhar sobre as águas em direção ao Senhor. Mas, por um instante, assustado com as ondas do mar causadas pelo forte vento, Pedro tirou os olhos de Jesus e imediatamente começou afundar. Desesperado, Pedro clamou: “Senhor: Salva-me e logo Jesus estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste?” (Mt 14.30,31).

 

A nossa vida precisa de um motivo para não se deixar esmagar na hora da provação. Em Jesus encontramos esse motivo. Portanto, não podemos tirar os nossos olhos de Jesus. Ele é o motivo e o alvo de nossa vida. Jesus é o único caminho para encontrarmos vitória, quando perseguidos.










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